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» Talitha Kum!

Aqui vai o relatorio da actividade... se é que é possível descrevê-la por palavras ;)

Chegámos na sexta-feira à noite a Arouca... Depois de uma viagem atribulada (incluindo duas paragens na autoestrada por causa da bagageira que se abria sozinha). Ao entrarmos no convento, começámos logo por estampar as nossas t-shirts com o logotipo da actividade (sim, cada um fez a sua serigrafia). Depois a actividade foi-nos apresentada através de uma apresentação de Powerpoint, onde nos obrigavam a reflectir sobre nós mesmos e nos mostravam a necessidade de uma conversão, um ponto de mudança nas nossas vidas. E foi sobre essa mesma conversão que se desenvolveu toda a actividade.
Depois de encontrarmos as nossas equipas (que não conhecíamos), partimos em grupos de 3 equipas (comunidade) para o local de pernoita, Rio de Frades. Eram 3 comunidades e cada uma dormiu em seu sítio. Depois das coisas arrumadas, tivemos o 1º momento de reflexão... que deixava escapar o que iriamos fazer no dia seguinte. E logo de manhã, em reunião, debatemos sobre o que era o Homem para nós... e construímos a nossa própria fisga! Fisga-te... Era o que nos pediam. A actividade prometia.
Da parte da tarde, fizemos a caminhada que nos levava ao segundo local de pernoita, desta vez Silveiras, onde nos encontrámos com mais duas equipas, passando agora para uma Fraternidade. Depois de jantar, a reflexão debateu-se sobre o que cada equipa tinha concluido com a sua comunidade anterior... uma partilha de pontos de vista e experiências. Depois foi-nos dado tempo para irmos reflectir individualmente... depois de tantas coisas discutidas, de certeza que tinhamos muito para pensar para nós. E assim foi. Pormos em questão todas as nossas atitudes... será que somos suficientemente exigentes connosco próprios? Ou será que temos de dar um pouco mais do que temos?
No dia seguinte, fomos trocar experiências com os habitantes de Silveiras. Muito poucos, todos idosos, mas com muito para partilhar... Tivemos um cheirinho do que é a dureza de viver num meio ainda tão rural... Tudo isto no meio de uma conversa super animada e com muitas gargalhadas pelo meio. Depois da confraternização e de termos levado um bocadinho de cada uma daquelas pessoas, rumámos para o objectivo primordial: a nossa Drave.
Pelo caminho, passámos por Regoufe onde já estavam mais equipas, e de novo retomámos a nossa caminhada... que se adivinhava dificil. Já bastante cansados, começámos a avistar a nossa aldeia. E ao chegarmos lá, no acto de poisar as mochilas e olhar em redor, parece que tudo se desvanece... Já ninguem está cansado, antes pelo contrario.
A organização recebeu-nos com o hino da actividade... e mais tarde, quando chegaram todas as fraternidades, a surpresa geral... a Mafalda Veiga estava lá... a cantar para nós. Na Drave. Para uma plateia de 60 pessoas. Foi na altura em que nos deu aquele arrepiozinho nas costas... Indescritivel mesmo. Depois, fomos em equipa preparar o ofertório e a oração dos fiéis. Tivemos a 1ª parte da celebração da Palavra antes de jantar, e a outra depois. O jantar foi feito pela organização... e era peixinho em pratos de madeira ;) Peixe esse que tinha sido referido na homilia (nada ali foi deixado ao acaso). Depois de jantar seguiu-se a continuação da Celebração, vivida com uma grande intensidade apesar do cansaço inerente a 2 dias de grandes caminhadas em hyke... Onde reflectimos se realmente estávamos dispostos à nossa conversão interior.
No dia seguinte, já segunda-feira, acordámos com túnicas à porta da tenda e dois baldes de tinta (para cada fraternidade).... Intrigante, no mínimo, Pediram-nos que nos deslocássemos ao cruzeiro e aí deram-nos mais um saco com bolinhas de jornal (?!). Do cruzeiro, seguimos para um grande relvado na zona mais alta da Drave. Onde nos esperava o Jogo dos Valores. Lá percebemos que cada valor correspondia a uma cor dos nossos baldes. Entao, depois de vestirmos as túnicas, era-nos pedido que, com as fisgas que tínhamos feito, lançássemos 'valores' (neste caso, bolas de tinta :D) uns aos outros... Acho que podem imaginar a loucura que foi :) Em anexo, segue a fotografia da representação do PCB na actividade: (a Ana, a Joana, a Sofia e o Diogo do Rossio, o João de Abrantes, o Mica da Chainça e eu), depois deste Jogo ;)
Espero que tenham tido paciência para ler até ao fim o relato da actividade.. Mas para quem foi, é difícil poupar nas palavras para tentar descrever aquilo que não tem descrição... Sem dúvida, uma actividade marcante para quem foi. Uma forte canhota... Levantem-se e Andem!
Foi o que nós fizemos e todos saímos mais ricos...

Rita
160 Castelo Branco

» CENÁCULO REGIONAL 2006

Olá a todos…
Não é todas as semanas que acontece um fim-de-semana assim.
Para os menos atentos realizou-se o 3º encontro do Cenáculo Regional nos dias 21 e 22 de Abril e o dia de S. Jorge no dia 23, ambos na Sertã.

- Antes do assunto propriamente dito, para todos os Caminheiros, nem que seja para os que o são apenas de lenço…Duvido que tenha havido algum Caminheiro dos que participaram no Cenáculo Regional que, durante as horas ou os dias que antecederam a ida, não tenha pensado que teria mais vontade de fazer mil e uma outras coisas, que ficaria muito melhor em casa, para sair à noite e beber uns copos com os amigos, para ver aquele filme na televisão, etc. Eu pensei nisto ao ponto de quase o fazer. Então o que levou cerca de 20 Caminheiros e alguns dirigentes a pegarem na mochila, a irem dormir no chão e sentarem-se em cadeiras duras? (Não, não é uma crítica à equipa projecto…)

- 3º Encontro do Cenáculo Regional.
Não sei se alguém tem a resposta para a pergunta que pus acima. Sei que, quem arriscou fazê-lo, partiu mais rico e sabendo que teve a oportunidade de dar mais um passinho no caminho da sua transformação em Homem Novo e de, quem sabe, abrir novos horizontes para que outros o façam. Resta que cada um avalie quanto se empenhou nessa tarefa. Foram identificados problemas e apontadas soluções que entretanto foram enviadas a todos os Clãs e, como participante que contribuiu para o resultado final, espero que sirvam para que os Caminheiros que existem na nossa região, e os que hão-de vir, possam completar exemplarmente o seu desenvolvimento educativo. É vital que nunca deixemos de acreditar e que nunca deixem de acreditar em nós… (ou será que ainda têm de começar a acreditar?)
À equipa projecto: já vos disse mas repito, vocês são grandes! E estiveram em grande na preparação do encontro! Nunca desistam ainda que tenham de engolir muitos sapos… Temos de exigir mais uns dos outros para fazermos sempre mais e melhor!

- Dia de S. Jorge 2006
Domingo, dia 23, realizou-se o dia de S. Jorge. Durante o dia, os Caminheiros que em consciência acharam que desse modo o seu tempo seria melhor empregue puderam seguir o seu lema e Servir… Ao prepararem o local da eucaristia e ao levarem um sorriso àqueles que tanto contribuíram para que possamos viver como o fazemos hoje.
E esses sorrisos marcaram aqueles Caminheiros, dos quais faço parte…
Há poucas pessoas na nossa região que, à sua maneira, nunca desistem. Mas cabe a cada um de nós a decisão de dar um pouco mais do que temos…
Não é fácil? Pois não.
Custa? Pois custa.
Mas nunca ninguém disse que seria fácil e são as maiores dificuldades que nos trazem os maiores prazeres.
Até breve a todos,
André Janeiro

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