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» ERCE 2006




O Encontro Regional de Chefes de Equipa 2006, decorreu no Centro de Férias do Codes em 18 e 19 de Novembro.

Contou com a presença de 11 participantes de 7 Agrupamentos diferentes.

Excelente a participação e empenho de todos nas acções propostas. Boa nota também para os noviços, garantia de futuro para o Caminheirismo Regional.

Ficam as imagens de alguns momentos de formação, o mais prática possível por forma a manter desperta a geração dos "cus sentados".




» FESCUT 2006

A 7 e 8 de Outubro, PCB rumou a Ronfe junto a Braga, para partilhar os dotes artísticos com quem nos quis ouvir.
Foi preciso explicar que Portalegre e Castelo Branco não é um Agrupamento mas sim uma Região. Com o tempo, todos vão saber.
A classificação foi rapidamente esquecida, pois o que conta mesmo é a participação na actividade.
Bom mesmo é saber que meses depois, a música está difundida e é cantada nas actividades escutistas pelo país fora.





Arrisca-te
Sente o amor a pulsar
O sangue a subir
Nas montanhas que conquistas

Sentir a vida a nascer
A que queres defender
Até ao mar que ao longe avistas

Oh tu que sobes e desces montanhas
Que desvendas este mundo a cantar
Solta a tua voz lá do fundo
Juntos seremos 100 vozes a conquistar

Eu vejo em ti
Coragem bravura
Sentido alerta
Pronto a lutar

Sente o fogo crescer
O tempo a correr
Pelos sonhos em que acreditas

» Férias no Campo 2006

Desenganem-se.

Os Caminheiros de PCB não estiveram de Férias.

Estiveram de Serviço na 3ª edição desta iniciativa, que pretende sair do lugar-comum do "servicinho" para cumprir calendário.

Foram 5 dias de trabalho intenso, 3 deles com as crianças e jovens, razão de ser do projecto.

Mais uma vez, os voluntários corresponderam às expectativas dando o seu contributo para a felicidade do próximo.

Bem hajam todos os que ajudaram, escuteiros ou não.



» Caminhada de Serviço – Roménia 2006 – Avaliação Final

“... A caridade começa hoje...”. Hoje alguns sofrem, hoje alguém está no meio da rua, hoje alguém tem fome. O nosso serviço é para hoje, porque ontem já passou e amanhã ainda não chegou. Apenas temos hoje para fazer conhecer Jesus, para O amar, alimentar, vestir, dar-lhe conforto, para o servir.

Gherla era o destino. Por mais que imaginássemos, estávamos longe da realidade.
A Roménia foi-nos apresentada como uma país em desenvolvimento que tem por fim entrar na União Europeia, e assim a encontrámos em obras, mas longe de cumprir todos os parâmetros para fazer parte de um país da União.
Saímos de Portugal de avião com rumo traçado a Bolonha - Itália. Aí dormimos uma noite e já na companhia do contingente Italiano, seguimos de autocarro numa viagem de 24h rumo a Gherla. Eslovénia, Croácia e Hungria foram os países que nos viram passar, acabando a viagem em plena transilvânia.
Chegámos cansados mas dispostos a dar um pouco mais, a lutar por esse sopro de alegria que tanto queríamos dar. Ainda nesse dia da chegada fomos convidados a conhecer o Orfanato, o Bairro e a casa-família Marco Pólo, e as crianças que nos aguardavam ansiosamente. Logo aí percebi que para além da caminhada de serviço Roménia 2006 seria uma experiência de vida, de serviço e de muitas emoções. Cedo nos apercebemos das carências das crianças e da necessidade de estes escolherem um Pai ou uma Mãe para estar durante uma semana sempre com eles. Assim nessa mesma tarde fomos escolhidos. Cada criança automaticamente escolheu um membro do contingente para ser seu Pai.
Cada dia que passava era uma experiência única e diferente de todas as outras. Os dias começavam cedo, e as primeiras horas da manhã, depois do pequeno-almoço, eram reservadas à troca de experiências com pessoas de Gherla. Tivemos a oportunidade de ouvir a directora do Orfanato, uma Senhora responsável pela casa-família Marco Pólo, a bibliotecária de Gherla...
Os finais de tarde eram sempre passados com visitas programadas a locais extraordinários e de incrível dimensão. Visitámos templos, capelas, igrejas, sinagogas, tivemos oportunidades de falar com muitas pessoas, tirar fotos, rir, chorar e amar tudo o que nos era apresentado.
Durante os dias alternávamos o nosso trabalho entre o bairro, o orfanato e a casa-família Marco Pólo, onde cada local era um desafio novo e estimulante, onde o sopro de alegria era o serviço e onde um sorriso valia tudo.
A oportunidade única de estar com as crianças que não têm nada e que muito precisam tornou-me a mim em especial, mais Homem na busca do Homem Novo. Hoje olho para trás e vejo que o que dei foi uma gota num enorme oceano, onde a água demora a clarear.
A dificuldade da preparação das actividades para as crianças, bem como todos os seroes a preparar jogos e brincadeiras que não sabíamos se resultavam no dia seguinte, a ausência de horas para comer e dormir, valeram a alegria na cara das crianças, que contrastou em muito com a cara de tristeza com que ficaram no último dia da nossa estadia em Gherla.
A alegria contrastante com as dificuldades das crianças, a vontade de quererem dar tudo e não terem nada, a entrega e a disponibilidade de todos os que coordenaram o projecto, fazem dele uma obra de arte.
São mais que muitas as histórias que presenciei, e vivi com o sentimento de alegria profunda que me fazia ter as lágrimas bem perto dos olhos. As visitas ao paraíso da transilvânia, as histórias de verdade das crianças, e de mentira dos directores, um abraço emocionado, os piolhos a saltarem nas cabeças, os 15 euros que deram para viver, os carros funerários, o dia internacional, um país em obras, uma vida diferente...

Cai cinza húmida do céu. Toda a paisagem se tornou misteriosa. Parece que vai anoitecer rapidamente, mas não, ainda há bastante luz do dia, é uma luz suspensa, como se o transportador dela tivesse parado para dar tempo de chegar a Gherla. É um favor que o viajante vai ficar a dever até ao fim da vida. A esta hora do dia, sob a luz miraculosa, não pode haver paisagem que se compare.
A estrada, abandonada já segue para Gherla, faz uma larga bifurcação, e isto dito assim não é nada, não pode representar a bruma que paira sobre os campos, as arvores, e sobretudo a luz, a luz indefinível que é quase só o que resta da passagem dela, não sabe o viajante explicar. Declare que não sabe, confesse que não pode. Um sorriso uma das mais comoventes lembranças do viajante...

No último dia a criança que me escolheu como Pai, o Roberto, pediu me a morada para me escrever entre frases com um misto de português, italiano, Inglês e romeno lá entendi o que queria dizer. Depois de pensar um pouco lá lhe dei a morada ao rapaz que sempre me identificou como Pai, e sempre me pediu um “ amigos para siempre”. Prometeu com as lágrimas nos olhos que me escrevia no dia a seguir, e que embora lavado em lágrimas estava contente porque agora tinha um amigo. Na confusão da derradeira despedida lá lhe prometi que para o ano voltava para o ver, e pedi-lhe para estudar e tirar boas notas.
Serão os nossos pensamentos vagos? Como podemos dizer algo que não sabemos se podemos cumprir?
Até hoje e já passados um mês e meio ainda não recebi nenhuma carta do Roberto. Ainda não houve um dia em que não pensasse o que será feito dele...
Hoje sinto-me mais capaz, mais perto do Homem Novo.

Fui escolhido para estar presente em algo belo que me faz pensar na verdadeira dimensão do serviço, e na capacidade de lhe responder.

Obrigado a todos que fizeram da minha caminhada de serviço uma realidade.
Obrigado Roberto porque me fazes acreditar.

Garça-Real
Miguel Ferrão – 170 Sertã
Região de Portalegre e Castelo Branco
Setembro de 2006

» Talitha Kum!

Aqui vai o relatorio da actividade... se é que é possível descrevê-la por palavras ;)

Chegámos na sexta-feira à noite a Arouca... Depois de uma viagem atribulada (incluindo duas paragens na autoestrada por causa da bagageira que se abria sozinha). Ao entrarmos no convento, começámos logo por estampar as nossas t-shirts com o logotipo da actividade (sim, cada um fez a sua serigrafia). Depois a actividade foi-nos apresentada através de uma apresentação de Powerpoint, onde nos obrigavam a reflectir sobre nós mesmos e nos mostravam a necessidade de uma conversão, um ponto de mudança nas nossas vidas. E foi sobre essa mesma conversão que se desenvolveu toda a actividade.
Depois de encontrarmos as nossas equipas (que não conhecíamos), partimos em grupos de 3 equipas (comunidade) para o local de pernoita, Rio de Frades. Eram 3 comunidades e cada uma dormiu em seu sítio. Depois das coisas arrumadas, tivemos o 1º momento de reflexão... que deixava escapar o que iriamos fazer no dia seguinte. E logo de manhã, em reunião, debatemos sobre o que era o Homem para nós... e construímos a nossa própria fisga! Fisga-te... Era o que nos pediam. A actividade prometia.
Da parte da tarde, fizemos a caminhada que nos levava ao segundo local de pernoita, desta vez Silveiras, onde nos encontrámos com mais duas equipas, passando agora para uma Fraternidade. Depois de jantar, a reflexão debateu-se sobre o que cada equipa tinha concluido com a sua comunidade anterior... uma partilha de pontos de vista e experiências. Depois foi-nos dado tempo para irmos reflectir individualmente... depois de tantas coisas discutidas, de certeza que tinhamos muito para pensar para nós. E assim foi. Pormos em questão todas as nossas atitudes... será que somos suficientemente exigentes connosco próprios? Ou será que temos de dar um pouco mais do que temos?
No dia seguinte, fomos trocar experiências com os habitantes de Silveiras. Muito poucos, todos idosos, mas com muito para partilhar... Tivemos um cheirinho do que é a dureza de viver num meio ainda tão rural... Tudo isto no meio de uma conversa super animada e com muitas gargalhadas pelo meio. Depois da confraternização e de termos levado um bocadinho de cada uma daquelas pessoas, rumámos para o objectivo primordial: a nossa Drave.
Pelo caminho, passámos por Regoufe onde já estavam mais equipas, e de novo retomámos a nossa caminhada... que se adivinhava dificil. Já bastante cansados, começámos a avistar a nossa aldeia. E ao chegarmos lá, no acto de poisar as mochilas e olhar em redor, parece que tudo se desvanece... Já ninguem está cansado, antes pelo contrario.
A organização recebeu-nos com o hino da actividade... e mais tarde, quando chegaram todas as fraternidades, a surpresa geral... a Mafalda Veiga estava lá... a cantar para nós. Na Drave. Para uma plateia de 60 pessoas. Foi na altura em que nos deu aquele arrepiozinho nas costas... Indescritivel mesmo. Depois, fomos em equipa preparar o ofertório e a oração dos fiéis. Tivemos a 1ª parte da celebração da Palavra antes de jantar, e a outra depois. O jantar foi feito pela organização... e era peixinho em pratos de madeira ;) Peixe esse que tinha sido referido na homilia (nada ali foi deixado ao acaso). Depois de jantar seguiu-se a continuação da Celebração, vivida com uma grande intensidade apesar do cansaço inerente a 2 dias de grandes caminhadas em hyke... Onde reflectimos se realmente estávamos dispostos à nossa conversão interior.
No dia seguinte, já segunda-feira, acordámos com túnicas à porta da tenda e dois baldes de tinta (para cada fraternidade).... Intrigante, no mínimo, Pediram-nos que nos deslocássemos ao cruzeiro e aí deram-nos mais um saco com bolinhas de jornal (?!). Do cruzeiro, seguimos para um grande relvado na zona mais alta da Drave. Onde nos esperava o Jogo dos Valores. Lá percebemos que cada valor correspondia a uma cor dos nossos baldes. Entao, depois de vestirmos as túnicas, era-nos pedido que, com as fisgas que tínhamos feito, lançássemos 'valores' (neste caso, bolas de tinta :D) uns aos outros... Acho que podem imaginar a loucura que foi :) Em anexo, segue a fotografia da representação do PCB na actividade: (a Ana, a Joana, a Sofia e o Diogo do Rossio, o João de Abrantes, o Mica da Chainça e eu), depois deste Jogo ;)
Espero que tenham tido paciência para ler até ao fim o relato da actividade.. Mas para quem foi, é difícil poupar nas palavras para tentar descrever aquilo que não tem descrição... Sem dúvida, uma actividade marcante para quem foi. Uma forte canhota... Levantem-se e Andem!
Foi o que nós fizemos e todos saímos mais ricos...

Rita
160 Castelo Branco

» CENÁCULO REGIONAL 2006

Olá a todos…
Não é todas as semanas que acontece um fim-de-semana assim.
Para os menos atentos realizou-se o 3º encontro do Cenáculo Regional nos dias 21 e 22 de Abril e o dia de S. Jorge no dia 23, ambos na Sertã.

- Antes do assunto propriamente dito, para todos os Caminheiros, nem que seja para os que o são apenas de lenço…Duvido que tenha havido algum Caminheiro dos que participaram no Cenáculo Regional que, durante as horas ou os dias que antecederam a ida, não tenha pensado que teria mais vontade de fazer mil e uma outras coisas, que ficaria muito melhor em casa, para sair à noite e beber uns copos com os amigos, para ver aquele filme na televisão, etc. Eu pensei nisto ao ponto de quase o fazer. Então o que levou cerca de 20 Caminheiros e alguns dirigentes a pegarem na mochila, a irem dormir no chão e sentarem-se em cadeiras duras? (Não, não é uma crítica à equipa projecto…)

- 3º Encontro do Cenáculo Regional.
Não sei se alguém tem a resposta para a pergunta que pus acima. Sei que, quem arriscou fazê-lo, partiu mais rico e sabendo que teve a oportunidade de dar mais um passinho no caminho da sua transformação em Homem Novo e de, quem sabe, abrir novos horizontes para que outros o façam. Resta que cada um avalie quanto se empenhou nessa tarefa. Foram identificados problemas e apontadas soluções que entretanto foram enviadas a todos os Clãs e, como participante que contribuiu para o resultado final, espero que sirvam para que os Caminheiros que existem na nossa região, e os que hão-de vir, possam completar exemplarmente o seu desenvolvimento educativo. É vital que nunca deixemos de acreditar e que nunca deixem de acreditar em nós… (ou será que ainda têm de começar a acreditar?)
À equipa projecto: já vos disse mas repito, vocês são grandes! E estiveram em grande na preparação do encontro! Nunca desistam ainda que tenham de engolir muitos sapos… Temos de exigir mais uns dos outros para fazermos sempre mais e melhor!

- Dia de S. Jorge 2006
Domingo, dia 23, realizou-se o dia de S. Jorge. Durante o dia, os Caminheiros que em consciência acharam que desse modo o seu tempo seria melhor empregue puderam seguir o seu lema e Servir… Ao prepararem o local da eucaristia e ao levarem um sorriso àqueles que tanto contribuíram para que possamos viver como o fazemos hoje.
E esses sorrisos marcaram aqueles Caminheiros, dos quais faço parte…
Há poucas pessoas na nossa região que, à sua maneira, nunca desistem. Mas cabe a cada um de nós a decisão de dar um pouco mais do que temos…
Não é fácil? Pois não.
Custa? Pois custa.
Mas nunca ninguém disse que seria fácil e são as maiores dificuldades que nos trazem os maiores prazeres.
Até breve a todos,
André Janeiro

» ARCa 2006

Realizou-se nos dias 25 a 28 de Fevereiro de 2006, a ARCa – Actividade Regional de Caminheiros 2006.
A Actividade, teve inicio nas respectivas estações de comboio,

recebendo cada elemento uma SMS com a indicação do local de destino para comprar o bilhete.
Na estação de Castelo Novo, após a recepção e almoço foi entregue a Capa do Livro do Caminho e as primeiras mensagens que, juntamente com a chuva, iriam acompanhar a equipa na ligação entre a estação e a Casa Paroquial de Castelo Novo.
Em vez de fornecer orações prontas a consumir, os Caminheiros foram convidados a fazerem as orações para os vários momentos. Resultou em pleno.
Domingo de manhã, após a Eucaristia, saímos para o cimo da serra, seguindo as indicações do mapa. As mensagens continham indicações e propostas de tarefa/reflexão e passariam a integrar o livro do caminho.
Rapidamente a equipa entrou na zona de neve, o que funcionou como um bónus para os poucos participantes.
O vento e o frio traziam o desconforto necessário ao desenrolar da actividade, logo compensados com o Sol (tímido mas reconfortante) e a bonita paisagem da serra coberta de neve.
Alcançado o cume da Serra da Gardunha, o percurso desenrolou-se pela linha de cumeada seguindo para NE. O regresso a Castelo Novo, fez-se pela calçada Romana.
Após o jantar deslocámo-nos para a sede da Associação local onde decorria o concurso de máscaras, abrilhantado por um acordeonista "à moda antiga". Neste local onde se encontrava "toda" a população, fizemos a divulgação junto das crianças e seus pais da tarde de animação que iria decorrer no dia seguinte.
Segunda de manhã, fizemos uma visita guiada a Castelo Novo.
O almoço foi tomado no alpendre da casa paroquial, a desfrutar da paisagem e do sol que nos prendou (vantagens do Clã ser pequeno...).
Após o almoço preparámos o espaço exterior para receber as crianças.
Aos poucos lá se foi juntando o grupo, incluindo as crianças hospedadas no solar de turismo rural, nossos vizinhos por estes dias.
Construímos bolas de malabarismo, máscaras de gesso. Fizemos jogos e brincadeiras com swings e bolas. Pintámos as máscaras. Passámos uma tarde animada e deixámos uma marca positiva na aldeia que nos recebeu.
A noite serviu para preparar o futuro.
Cada Caminheiro ficou de enviar uma carta manuscrita a um Clã ausente, dando testemunho da sua participação na ARCa e chamando para a próxima actividade.
Ficou definida a data do Cenáculo Regional, bem como as suas linhas de orientação e elaborado cartaz de divulgação manuscrito para envio junto com as cartas.
Na Terça-feira, as despedidas foram feitas já na estação.
Encerrada a ‘A Actividade’, como foi encarada, fizemos um balanço extremamente positivo, pelo empenho dos participantes nas tarefas propostas, apesar da adesão de Caminheiros não ter sido a esperada.

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